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Bf

aadc, em 18.04.18

Lembras-te de quando nos conhecemos? Lembras-te de quando entraste pela primeira vez na minha sala? Lembras-te que no inicio não nos achávamos muita piada? Lembras-te de como nos aceitámos e nos tornámos melhores amigas? Lembras-te de tudo aquilo que passamos durante 6 anos? Lembras-te de tudo ou só te lembras do que queres? Eu cá lembro-me de cada detalhe feito, de cada memória criada, de cada foto tirada, de cada gargalhada dada e de cada lágrima caída! Se te lembras explica-me: Porquê? Porque é que chegaste ao ponto de me dizer que já tinha saído da tua vida no ano passado por ter conhecido alguém e só me contas isso agora? Porque é que foste mostrar a nossa discussão a pessoa que eu odeio? Porque é que tinhas que arranjar confusão quando tudo estava finalmente bem? Porquê? Na minha cabeça tenho tantas perguntas, tantas questões e é rara a que tem resposta... Chegámos a um ponto que nem deveríamos ter chegado, diz-me porquê? Isto passou completamente do limite e desmoronou-se tudo em questão de segundos! Mas diz-me: O que é que ganhas por teres dito aquilo tudo? De me mentires à cara podre e de me dizeres que parei de ser tua melhor amiga à meses enquanto ainda me chamavas e tratavas como tal. Talvez leias isto, talvez não. Sinceramente, não me interessa muito. Escrevo o que sinto e se não vai com aquilo que sentes, paciência! Dizes que te deixei de parte, que lata! Eu sabia que estavas cheia de coisas, tinhas que subir notas, estar com o namorado, fazer trabalhos e afins, não te convidava porque já estava a espera que me desmarcasses as coisas à última (não, não estou a dizer que só me dás desculpas para não saíres comigo). Tu passaste por muito, eu sei, mas não te esqueças que eu também! Nem sempre tem que rodar tudo à tua volta. Eu ficava sempre sozinha para tu puderes estar com outras, eu passava intervalos sozinha para tu estares bem, eu sei muito bem o que é sentir-se de lado e sinceramente acho que não era isso que tu sentias. Tu simplesmente não conseguias lidar com a possibilidade de te trocar (o que é muito estúpido pensares nisso, já que és minha melhor amiga a 6 anos e igual a ti nunca iria encontrar) e os teus 'ciúmes' foram crescendo torrencialmente, nem tu própria viste como me tratavas. Mas enfim.

Antes de te conhecer eu já existia, era completamente diferente admito, principalmente porque tinha uns 11 anos de idade (por volta disso), mas o ponto é que eu já existia. E sabes muito bem como sou, peço desculpa continuamente mesmo tendo culpa ou não, eu desculpo-me por coisas que não fiz só para ficares bem com o resto, para ficarem perto de mim, porque eu não quero perder ninguém, e não te quero perder, mas bem, queria, porque eu já te perdi e desta vez a culpa não foi minha. Nunca te quis mudar e tu também não querias, porém fizeste-o, tornaste-te em alguém que eu desconheço, uma pessoa 'má', rude, explosiva, tornaste-te no tipo de pessoa que tu odiavas, responde-me: Quem és tu agora? Ou quem achas que és? 

Cheguei ao limite. Não tolero mais que me passem a perna por cima. Que gozem comigo continuamente. Tenho-me fartado muito rapidamente das coisas.

Não me arrependo de nada do que fizemos juntas, não me arrependo nada de ter dito o que disse e não me arrependo de ter perdido horas de estudo de piano para te fazer feliz. Mas, é como tu disseste eu sou uma má amiga, má melhor amiga é mais acertado dizer. Eu nunca fiz nada pela nossa amizade, nunca lutei por ti, nunca fiz absolutamente nada. Nesta última frase há tanta ironia, meu deus. Tenho pena, a sério, de termos acabado assim, a falar-nos mal, a tocar nas feridas uma da outra, a fazer esse joguinho estúpido de quem magoa mais a quem, mas enfim vou acreditar que foi o 'destino' que quis isto na minha vida. Apesar de não acreditar nele, vou lhe por as culpas em cima.

Creio que tens na consciência que não te vou pedir desculpas desta vez, porque eu não fiz mal nenhum, eu tentei fazer com que não ficasses sozinha caso eu um dia não estiver. E, se faz favor, não me peças desculpas se não forem sinceras, mas também não me venhas falar 'normal' porque isso não melhora as coisas.

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